Arquivo mensal: junho 2007

MAIS TUMBU (AGORA CORRETO!)

Para variar, vocês, leitores descrentes e de pouca capacidade analítica, duvidavam. Mas não Adelaide, que é um anjo de pessoa, além de, ao contrário de vocês, dominar as regras do bom português. (E não, quando falo em bom português não estou falando em ninguém que trabalhe em botequim.) Confiram portanto no Primeira Fonte (entrem na […]

NA GRÉCIA ANTIGA

— Nevermore! Nevermore! — Quer parar? — Que foi? Não gosta de Poe? — Gosto. Não gosto é de anacronismo. Será que você não percebe que a América nem foi descoberta ainda? Além do mais, você não é um corvo! — Você e seu perfeccionismo. Todo metido a intelectual. Não é à toa que te […]

LAUGHING BLOGGER AWARD

Numa clara demonstração de que são homens sem preconceitos bobos, meus amigos Cláudio e Marco resolveram dar o selo para mim, com a condição de que também eu o desse a mais cinco. — Não dói? — perguntei, aflito. Ao que eles me tranqüilizaram: — Só depois dos quatro primeiros. Em sendo assim, me enchi […]

DAS VANTAGENS E DESVANTAGENS DE SE CRIAR UMA HEROÍNA DE TELENOVELA EM CASA

Segundo sociólogos, antropólogos e outros acadêmicos de ego um pouco menor, a humanidade pode ser dividida em três grandes grupos, de acordo com o seu caráter: as pessoas de bom coração, as pessoas que fingem ter bom coração e as heroínas de telenovela. Sendo que, das três, as heroínas de telenovela são as únicas que […]

APÓLOGO

— Não acredito! E o que foi que ele disse? — Ah, ele caminhou até onde eu tava, se virou pra mim e… Ele tava com aquela coceira, aquela coceira que dá na bunda, por conta do… Como é mesmo o nome daquilo? — Furico? — Não, o bichinho. — Bichinho? O meu, eu chamo […]

ESTOU PARANDO DE FUMAR (5)

O efeito dos adesivos e dos chicletes acabou dentro de algumas horas, o que me fez cair numa depressão tão profunda quanto a de Raskolnikov. A ponto de ter baixado a coleção completa de Lupicínio Rodrigues pela internet para escutar, acompanhado do excelente vinho Sangue de Boi, safra 2005. Por sorte, minha mulher tinha trazido […]

ESTOU PARANDO DE FUMAR (4)

Devidamente embalado para presente, apanhei então quatro caixinhas de chiclete de nicotina, abri-as e enfiei aquilo tudo na boca, o que me levou a meditar profundamente sobre o surpreendente nível de desenvolvimento a que chegou a tecnologia de nosso tempo, os avanços indescritíveis da civilização ocidental e a espantosa capacidade criadora do engenho humano. Afinal […]