LIVRO

Sei que muitos de vocês devem estar pensando que morri. Sinto informar que não. Ou, se morri, devo dizer que o inferno é bem pior do que pintam os teólogos, pois se parece bastante com São Paulo.

A razão de meu afastamento é outra: a falta de critério do mercado editorial brasileiro, que leva uma editora nacional a se dispor a publicar meu primeiro livro para adultos. Uma temeridade sob todos os sentidos, a começar pelo fato de que vou escrever para uma faixa etária acima da minha.

Seja como for, a verdade é que nos próximos meses deixarei a crítica estéril e farei também minha parte para piorar a literatura nacional. Tarefa difícil, tudo bem, mas estou me empenhando. Já comecei, inclusive, a abolir a pontuação e a inventar neologismos. O próximo passo é abandonar os clássicos e ir ao festival de Parati dissertar sobre algum assunto que desconheça. Estou pensando em partículas subatômicas ou novela das sete.

Em suma, estive trabalhando no livro e agora que voltei a dormir mais de uma hora por dia e parei de ter pesadelos com crases e travessões (um dia ainda conto como é ser degolado por um ponto-e-vírgula), pretendo voltar à normalidade. Digo, ao meu natural, já que, segundo meu psiquiatra, a normalidade está para mim como a música para Ivete Sangalo. Com pernas mais finas, claro.

Superada momentaneamente, pelo menos, a obsessão com gramática e ortografia, pretendo retomar o blog amanhã ou depois. Portanto, esp… Peraí, “obsessão” é com três “ss”? Impossível. Vou ao Aurélio e já volto. Aguardem.

20 Comentários

  1. Realmente, este país não tem jeito. Quando a gente pensa que se chegou ao fundo do poço, vem uma notícia dessa.

    Certo mesmo estava o menino Paulo Mendes Campos, que largou a seguinte: “Antigamente, as coisas eram piores, mas depois foram piorando, piorando, piorando até que um dia atingirmos este estágio inaceitável de Marconi lançar um livro para adultéros”.

    Parabéns xibungo. E boa sorte. Quando (e se) ficar rico, minha parte eu quero em substâncias não recomendadas pela Carta Magna, oquei?

  2. É Franciel, já sei até o título da dita obra: “O AU QUE MIA”.
    Dizem que é uma resposta às primeiras obras de Pablo Cuniculu.
    É,Franciel, o Marconi começa com um esculacho da esculhambação.

  3. Marconi,
    o festival de Parati foi legal, menino. Mais ou menos. 😉
    Vem cá:, qual é o título deste teu romance (?) para adultos?

  4. ler os comentários tá sendo tão engraçado quanto ler as crônicas! Já acompanho sua escrita há um bom tempo, mesmo quase não comentado. Parabéns por mais uma obra!

  5. Eita, eita, eita… não era lenda não meu povo, o livro tá saindo e quero saber onde vai ser o coquetel de lançamento com as presenças ilustres de Amaury Jr, CQC, Ex-BBBs, Chiquinho Scarpa, Carlinhos Bala, entre outros!!!

    Parabéns e muito sucesso, agora com os altinhos!

  6. Pô, já tá no prelo, prélo, prê-lo?

  7. reserve meu exemplar!!!! e autografado!!!!

  8. Uêba!
    Parabéns. Estou aguardando ansioso. Próxima parada: ABL. Marconi de fardão: Austregésilo (que nome mais romântico) vai tremer.

  9. hahã!
    te achei de novo!

  10. Marconi Leal · ·

    Ficar rico? Franciel, você não entendeu: eu disse “livro”. Li-vro. E escrito em português, o que é pior.

  11. Marconi Leal · ·

    Anita, o título do romance é “Pergunta-me se quiseres, responderei quando puder”.

  12. Marconi Leal · ·

    Tiago, entendo perfeitamente. Eu também acompanho minha escrita há um bom tempo e prefiro não comentar. Pra que gastar xingamentos em vão?

  13. Marconi Leal · ·

    Carlinhos Bala já confirmou presença. Até porque, como representante do abrangente grupo de intelectuais negros com menos de um metro de altura que atuam no ataque do Sport, convidei-o a escrever o prefácio do livro.

  14. Marconi Leal · ·

    Não, Guga. Ainda tá no prélio. No caso, meu contra o português. E devo dizer que o português está vencendo. Já me acertou pelo menos dez transitivos diretos de esquerda no olho. Só agora entendo o que aconteceu a Camões!

  15. Marconi Leal · ·

    Serve a marca do polegar direito?

  16. Marconi Leal · ·

    Jens, Austregésilo não treme há quinze anos, pelo menos. A morte fez um bem danado pra ele.

  17. Marconi Leal · ·

    Tudo bem, sou eu que conto de novo, então. Droga!

  18. Marconi Leal · ·

    Ramiro, deixei sua resposta pro final e, nesse período, tomei quatro doses de uísque, fumei maconha com cocô de vaca e cheirei Racumin com Farinha Láctea e caroços de melancia, mas até agora não me surgiu nada aproveitável pra lhe responder. Vou continuar tentando. O próximo passo é tomar uma sopa de sacolas de supermercado com pedra. Dizem que funciona. A ver.

  19. Ué, não entendi…
    Cuniculu é latim de coelho, e pablo é pablo…

  20. Marconi Leal · ·

    Ah, então tá explicado. Só entendo latim de gato, daí a confusão.

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