Arquivo mensal: novembro 2008

AVISO SEM IMAGEM

Senhores, não se matem de desespero. Ando em trabalhos esforçado, de maneira que só devo aparecer por aqui na semana que vem. Faço votos de que consigam sobreviver sem mim. Abraços.

ACORDO ORTOGRÁFICO

Não há lógica na vida, não há lógica na gramática — coincidência, aliás, que não deixa de ter sua lógica. Alguém saberia me dizer por que o sujeito não pode falar “um de maio” ou “um de setembro”? “Primeiro de setembro”, corrige o interlocutor. “E trinta e um de setembro?” “Pode”. “De maio?” “Também”. “Um, […]

QUEM ERA MARCONI LEAL? (Capítulo Último — Em que se retoma o assunto religioso, os bons acabam felizes e casados e os maus loucos, presos ou mortos)

Nada feito. Tentarei asteriscos da próxima vez. Enfim, agora vou de travessão e dois-pontos — rematemos o texto: Se toquei no assunto da permanência de hábitos religiosos e repeti ao longo de cinqüenta linhas no primeiro post desta interminável série o que todos já haviam entendido desde o primeiro parágrafo, com exceção talvez dos leitores […]

QUEM ERA MARCONI LEAL? (Capítulo III — Onde se conclui a saga da azeitona em terras brasileiras e, com a ajuda do bom Deus, se fala no erotismo dos parênteses.)

E as eleições americanas? Eu sei, prometi um ensaio sobre a história da azeitona em nosso país e a função erótica dos parênteses, mas já que estamos no assunto “minorias que menstruam”, não poderia me furtar a contar de minha alegria pela eleição das primeiras orelhas de abano afro-descendentes para comandante-em-chefe do exército americano. Uma […]

QUEM ERA MARCONI LEAL? (Capítulo II — Da Natureza dos Parênteses ou da Vida Sexual das Azeitonas)

Todos estão de prova como, havendo feito uma introdução performática que não me envergonharia num ménage com a Cicciolina e a Deep Throat e tendo comido já a pizza de alface com acerola, digo, escarola (ou aquilo é acelga? Tinha jeitão de acelga, sempre confundo), o que levou este post a se desdobrar, me preparava […]

QUEM ERA MARCONI LEAL?

As religiões estão em constante movimento. Não me refiro, lógico, apenas ao de flexão dos joelhos, de autoflagelação ou de mandar advogados ao fórum para se defender de processos por pedofilia. Tampouco aludo exclusivamente àquela que, a meu ver, é a mais interessante das inquietações místicas: o sexo tântrico — modalidade de arrebatamento espiritual que […]

DEPOIMENTO DE UM HUMORISTA ANÔNIMO

Fazer humor, no Brasil, consiste basicamente em cair de uma cadeira ou soltar um pum. De preferência com ruído. Daí algumas pessoas em nosso país preferirem ser chamadas de cornas a humoristas. Aliás, chamar alguém de corno também consiste numa forma especialmente brasileira de provocar risos. Sobretudo se você não é o corno. Ou não […]