QUEM ERA MARCONI LEAL? (Capítulo III — Onde se conclui a saga da azeitona em terras brasileiras e, com a ajuda do bom Deus, se fala no erotismo dos parênteses.)

E as eleições americanas? Eu sei, prometi um ensaio sobre a história da azeitona em nosso país e a função erótica dos parênteses, mas já que estamos no assunto “minorias que menstruam”, não poderia me furtar a contar de minha alegria pela eleição das primeiras orelhas de abano afro-descendentes para comandante-em-chefe do exército americano.

Uma revolução para os povos anglo-saxões, registre-se, que em anos recentes vinham elegendo Bush, Blair e, por fim, Gordon Brown, ou seja, apenas orelhas de abano WASP como mandatárias. A última barreira a cair entre eles é a de chefe-de-governo que não tenha a letra “b” no nome, o que possibilitaria a Lula, enfim, eleger-se o primeiro par de orelhas de abano latinas da América do Norte ou da Europa e, por tabela… Chega. À azeitona.

Segundo os historiadores, a primeira azeitona chegou ao Brasil a bordo do cocô de um dos tripulantes da nau-capitânia (um grumete, ao que parece) em 1500, e logo se adaptou ao clima. De cara, adorou nossa feijoada, aprovou nossa caipirinha, adotou o fio-dental, o banho, e gostou tanto de ser assaltada que fixou residência.

A partir do começo do século XVII, a azeitona caiu definitivamente na boca do povo, sendo chupada por mestiços, comida por cafuzos, bolinada por aquele-outro-tipo-de-misturado-cujo-qualificativo-a-gente-aprende-na-escola-e-agora-não-lembro, enfim, em se plantando, tudo dava, como diria dela, aliás, um escrivão quinhentista.

Já em meados do século XVIII, temos notícia de uma azeitona eleita para a câmara municipal de Olinda, ganhando a vaga para Marco Maciel, que a disputava pelo recém-criado PFL (a vaga, não a azeitona, esclareço para evitar novas discussões em caixa de comentários).

Porém, seria apenas no reinado de Pedro II que as azeitonas conseguiriam finalmente se disseminar de norte a sul do país, graças às viagens, aos esforços e à disenteria crônica daquele representante da Casa de Banho de Bragança, único governante do país até hoje cujas cagadas renderam algum fruto.

De lá para cá, as azeitonas não fizeram menos que crescer e se estabelecer no Brasil, tornando-se de tal maneira necessárias à vida nacional que, por exemplo, o Heráclito Fortes não se pronuncia uma única vez no Senado sem que esteja com a boca cheia delas.

Fica aí, portanto, um exórdio sobre a matéria, a ser desenvolvido futuramente em livro. Quanto aos parênteses, o caso é mais simples: não tenho tara alguma por eles. Meu tesão mesmo é por colchetes. Pena que não goste de matemática e minha mulher se recuse a usá-los para satisfazer minhas fantasias, alegando se sentir meio presa e algo antiquada. Enfim, desculpas.

Aliás, por falar nela, quero dizer aos maliciosos que voltou para casa em torno das quatro horas logo, tecnicamente noite  e passa bem. Chegou com os cabelos molhados e exausta. Terrível o que a chuva constante e esse calor da primavera paulistana fazem com as pessoas.

E agora continuemos, finalmente, o assunto religioso introduzido no primeiro capítulo. Mas não neste exato momento, porque acabei ficando excitado e vou insistir mais uma vez com a questão dos colchetes. Amanhã, aguardem. (CONTINUA)

4 Comentários

  1. peraí, vc tá zoando o Marco Maciel??? e o Franciel me jurou que vc era sobrinho dele…

  2. Oi, guri!
    Obrigada pela visita lá no blog.
    Ia te dar o código pelo email, mas como tive que apagar todos os neus contatos, acabei te apagando junto. Sorry! É que minha caixa foi contaminada por aquela porcaria de vírus que começa assim “dear Friend” e todos os meus contatos receberam o spam. O código para bloquear o botão direito do mouse é:

    if (window != top) top.location.href = location.href;

    // Proibe clicar com o “segundo” botao
    function click() {
    if (event.button==2) {
    alert(‘AQUI TU ESCREVES A MENSAGEM PAR OS PLAGIADORES’)
    }
    }
    document.onmousedown=click

    Este código tu copias e cola em qualquer canto no gerenciador de layout do teu blog e pronto. ah, não vai esquecer de trocar o palavrório ali no lugar da mensagem.

    Boa sorte!

    Agora eu vou ler a continuação da tua novela.

    Beijo

    Re

  3. Com a ajuda do bom Deus, estou a preparar o meu comentário…
    Mas como você bem sabe, querido Marconi, tudo é muito difícil pois,além das situações raras, que são pouquíssimas(imagine se as situações raras fossem muitíssimas…) nos deparamos sempre com aquela terrível e nossa colossal estupidez…
    Assim, prometo que na madrugada, do Sábado, te responderei à altura da tua literatura…

  4. [ ( E o azeite? ) ]

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: