Arquivo mensal: abril 2007

COMPREI UMA BICICLETA ERGOMÉTRICA (CAPÍTULO 4)

Possuindo uma paciência comparável à de um lama depois de dois baseados e uma serenidade de irritar o senador Suplicy, logo percebi que meu embate com a bicicleta ergométrica se daria na base da inteligência. Ou seja, a máquina tinha tudo para vencer por W.O. No entanto, sou brasileiro e não desisto nunca antes do […]

COMPREI UMA BICICLETA ERGOMÉTRICA (CAPÍTULO 3)

Minha penúltima experiência com montagem tinha sido uma tentativa, ainda na infância, de subir num touro mecânico. Depois disso, só houve mais uma: a do médico que me atendeu no hospital, horas depois, e tentou repor meu fêmur no lugar. Tenho tal coordenação motora que, para mim, montar um Lego sempre se provou uma atividade […]

COMPREI UMA BICICLETA ERGOMÉTRICA (CAPÍTULO 2)

Ao comprar a bicicleta, pensava que estaria me livrando do principal problema que vinha afetando a minha saúde nas últimas semanas: as reiteradas e infindáveis reclamações da minha mulher. E, sendo mais inocente que a religiosa de Diderot, imaginava que a dificuldade, no que tangia à bicicleta ergométrica, se resumiria a enfrentar as pedaladas diárias. […]

COMPREI UMA BICICLETA ERGOMÉTRICA

Todos estão josé-serra de saber que dinheiro aqui em casa é coisa mais rara do que crítica a administração tucana nos jornais. No que dependesse da gente, a onça-pintada da cédula de R$ 50 já estaria extinta há muito ou, quando menos, poderia ser substituída por algum bicho mais raro, como a ararinha-azul ou um […]

FLÓFI

Não sei qual a relação de vocês com animais de estimação, amáveis leitores. No que diz respeito a mim, medroso, o mais próximo que me permito chegar de seres irracionais é ler as colunas que eles escrevem na Folha de São Paulo. Não é que não goste de cachorros e gatos. Até como churrasquinho aqui […]

ASSALTO

– Alô? Quem tá falando? – É o ladrão. – Desculpe, não queria falar com o dono do banco. Tem algum funcionário aí? – Não, os funcionário tá tudo como refém. – Eu entendo. Trabalham quatorze horas por dia, ganham um salário ridículo, vivem levando esporro, mas não pedem demissão porque não encontram outro emprego, […]

SENSIBILIDADE

— Isso são horas, Alcides? Então você me sai pra beber e chega uma hora dessas quando… Ai! Ai, meu Deus! — Que foi? Por que tu tá subindo no sofá? — Isso daí, Alcides! O que… o que é isso… que… que tu tá carregando numa coleira? — “Isso”, não. Mais respeito. O nome […]